terça-feira, junho 02, 2009

Formas de oração


Formas de oração
Mateus 7: 24-30
O Deus e pai de nosso senhor Jesus Cristo é um Deus que responde orações. Se tomarmos por certo que não apenas Jesus é igual a Deus mais que principalmente Deus é igual a Jesus Cristo. É em Jesus que o coração, caráter, mente de Deus se expressam de maneira mais plena, encontramos um Deus que responde orações. Ele sacrifica suas prioridades, transcende aos debates teológicos, se importa pouco com Sua reputação. Um Deus que é afetado pelas minhas orações.
O que considero um consenso da compreensão evangélica a respeito da oração, é um assunto mal resolvido em meu coração. A idéia de um Deus que afeta a nossa realidade porque nós oramos não me cai muito bem. A idéia de um Deus que se meche para atender os nossos pedidos de socorro não me cai muito bem.
As orações que mais fazemos são as que pedimos socorro e presentes. Pessoas não sabem orar só pedem socorro ou presente. Há muito que se falar com Deus que não são estas duas coisas.
Não me soa razoável que Deus ouça a mãe com o filho no hospital, e não socorra as milhares de crianças que morrem na índia. Não me soa bem um Deus que atende pedidos particulares de seus filhos evangélicos, cujas orações são maculadas por pedidos mesquinhos, e ao mesmo tempo eles ficam passives diante de tantas atrocidades acontecendo no mundo.
Só pedimos a Deus o suprimento para nossas necessidades diárias, porque somos covardes no enfrentamento do mundo. Jesus deixou claro que não deveríamos nos preocupar, e que deveríamos nos preocupar com a justiça do reino de Deus.
A Bíblia ensina: Pedi e dar-se-vos-á, mas eu continuo lendo o texto que vem após este versículo. E vejo que o texto não fala de vaga no estacionamento, ou do emprego, ele fala do Espírito Santo.
Quando Jesus ensina sobre o pão nossos ele usa outra referência, fala dos pais no deserto que correram tanto atrás do pão que alimenta o corpo que acabaram morrendo no deserto. E o que vocês precisam pedir é o Espírito Santo, porque se for o pão para o corpo vocês também irão morrer. Em tudo seja conhecidas as vossas orações Leia Fil 4.
O problema que os coloca de joelho é a nossa ansiedade e a resposta é a paz de Deus. Se não estivermos ansiosos não oraríamos, mas oramos para que Deus nos tire a ansiedade. Para atravessar o dia mal.
Leio a Bíblia com outros olhos. Nós oramos muito na nossa vida, mas nossa vida é paupérrima em oração. Pedimos a partir do nosso melindre, da nossa mesquinhez, por isso não recebemos o que pedimos.
Devo entregar a Deus o meu caminho confiar nele e Ele tudo fará. Devo deleitar-me, esperar. O meu desejo deve ser o desejo de quem busca ao Senhor, que descansa no Senhor. Não são desejos mesquinhos apresentados a Deus para que Deus nos satisfaça. Do coração que ajoelha diante da cruz e intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
Se pedimos algo que seja segundo a vontade de Deus.
I João 5: 14 E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
Este é um versículo que deveria ser lido antes de qualquer oração. Essa vontade não é a vontade que diz respeito a uma proposta de emprego, não é a vontade a respeito da a casa, mas é a vontade moral, a intenção do coração de Deus para viver fraterna e solidariamente.
Tenho mesmo muita dificuldade com relação a oração. Me pergunto se não colocamos Deus numa situação difícil, quando pedimos que não chova, quando a maioria dos agricultores precisam da chuva para a colheita. Tenho sim esta dificuldade. Seria impossível viver se Deus respondesse nossas orações do jeito que pedimos. Deus mudaria constantemente vírus e bactérias em nosso corpo, e daria empurrões em pessoas para que elas se adiantassem e não fossem atropeladas. Nos tornaríamos deuses.
Então, nossos filhos fariam tudo o que pedíssemos, manipularíamos tudo e todos. E Deus constantemente respondendo "Sim (bem)", "sim", sim...
Minha mulher me amaria, mesmo que ela se interessasse por outro, mas eu orei...

Mas, ainda questiono: E então, porque um foi curado e o outro não? É porque um tinha fé e o outro não.
Porque um ficou desempregado 10 meses, e o outro 5 anos? Porque o segundo precisa aprender sobre humildade, quando ele for mais humilde ele encontra um emprego.
Nas trincheiras não existe ateu. Na hora em que a coisa tá séria todo mundo diz: Ai meu Deus. A grandeza da oração é muito mais que o sofrimento. Orando, não teremos o sofrimento atenuado, mas os olhos estarão abertos para perceber a presença de Deus.
Deus é maior, bem maior que minhas dificuldades, limitações e infantilidades. Deus tem grandeza suficiente para viver com minha teimosia e maldade. Deus é mais, Deus é grande, Ele é nosso ABBA.
Este texto de Marcos nos permite uma extraordinária construção teológica. Ele acontece no meio de uma discussão sobre o Messias. Cada vez que na Palestina alguém dizia que era o Messias, o sinédrio entrava em alvoroço e ia investigar. Faziam-se muitas comissões para comprovar se aquele era ou não o Messias. É por isso que no início do capítulo 7, vemos que os fariseus faziam uma investigação.
Para ser considerado Messias, deveria ocorrer 3 sinais. A cura do cego de nascença, a cura de um leproso, e a cura de um demônio mudo. (isso foi visto no estudo sobre Lado B em março de 2008)
" A tradição dos rabinos sempre afirmou que há 2 categorias de milagres: - comuns , - messiânicos
Jesus não era o único a fazer milagre no seu tempo, no entanto somente o Messias conseguiria fazer certos tipos de milagres.
E foi nesta categoria que Jesus fez 3 milagres: 1) Cura de um leproso 2) exorcismo de um demônio
3) cura de um cego de nascença. Luc. 13,14" Leia também Marcos 7: 31-32
Vamos ler o texto desta noite:
•A MULHER CANANÉIA
24 E, levantando-se dali, foi para os termos de Tiro e de Sidom. E, entrando numa casa, não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se;
25 Porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.
26 E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio.
27 Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
28 Ela, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.
29 Então ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha.
30 E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, e que o demônio já tinha saído.

Podemos ver neste texto que as pessoas queriam ver se Jesus era mesmo o messias, ele atende uma mulher Siro-fenícia. É uma provocação. Todos esperando para falar com Jesus, Ele está cansado, mas ainda para e atende esta mulher que nem é da casa de Israel.
Aqui o que está implícito é que, no antigo testamento a Idolatria de Israel era ter muitos amantes (mistura com outros deuses). Mas, agora, Jesus os provoca. Ele demonstra o seu amor para além dos da casa de Israel. Jesus está no meio de um debate teológico com os fariseus. Ele é exato nas palavras. Quando a mulher pede ele responde: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
A resposta pode ser interpretada da seguinte maneira: Você é uma cadela, como eu posso te ouvir?
Pode ser interpretada assim, porque os fariseus tratavam quem não era judeu como cães. Então, a prescrição do Messias é sempre para a casa de Israel.
A mulher, implora pelo menos as migalhas. E então, Jesus atende. Ele extrapola os debates e limites com o Sinédrio. Mostra que Deus responde.
Isto pode não fazer sentido na tua cabeça, mas Deus atende ao pedido por causa do Seu coração de PAI.
Jesus estava exausto, queria descanso. Estava cansado de ser compassivo, mas, chegou mais uma mulher, e ainda nem era da casa de Israel, e os fariseus estavam lá... de olho nEle. Veja que situação! Jesus olhando para esta mulher, e do outro lado os fariseus. E o povo também estava lá querendo mais de Jesus. Entretanto, Jesus vai e atende aquela mulher.
Ninguém entendeu, mas como se ele dissesse: Isto é coisa entre eu e ela. Talvez um dia você entenda.
Mesmo cansado, Jesus sai de sua zona de conforto para atender aquela situação. Qualquer pessoa que tente enquadrar a experiência da oração como uma experiência teológica, não encontrará base, porque está desconsiderando o atributo por excelência de Deus: o AMOR.
O amor supera a lei, a lógica. O amor supera qualquer perspectiva que tenhamos construído a respeito de deus. São Clemente disse que essa mulher chamava-se Justa, e sua filha chamava-se Berenice (significa liberta por Jesus). A exceção das exceções, fruto de oração.
Eu consigo explicar muito mais facilmente com a Bíblia e com a cabeça o que Deus não faz, e porque Ele não faz, mas eu tenho dificuldade de explicar o que Deus faz, quando ele faz e porque faz.
William James explica que nós oramos pelo simples fato de que não podemos deixar de orar.
Não importa se o seu pastor gosta ou não de sua oração: ORE.
Se suas orações fazem sentido, não importa: ORE.
Deus é maior que tudo isso. Ele ouve orações. Abre exceções, muda de idéia, faz o que não faz sentido... Ele é DEUS.
Um Deus que coubesse em nossa cabeça, ou que fosse explicado pela teologia não é Deus. Apenas um ídolo para atender nossas conveniências.
Quando Saulo é convertido Deus diz a Ananias: Ananias eu tenho um novo discípulo para você.
- Ah é Senhor, onde ele está - diz Ananias até entusiasmado.
- Vai lá na Rua Direita e procura pelo Saulo. - Diz o Senhor.
- O nome dele é Saulo Senhor? - Diz Ananias meio ressabiado.
- Sim, o nome dele é Saulo de Tarso. - A voz do Senhor é firme.
- Mas, Senhor o Senhor tem certeza de que ele se converteu? - Agora a voz de Ananias não tem tanto entusiasmo.
- Sim, Ananias, vai lá na Rua Direita, você vai encontrar ele orando.

Alguém disse e eu concordo: Eu invejo aqueles que oram com fé simples, sem se angustiarem com perguntas a respeito de como a oração funciona. Mas, também eu oro como diz William James, pelo simples fato de que não consigo evitar a oração.
A diferença entre nós pode ser o conteúdo, mas não a oração.
Não dá para suportar a vida sem oração. Seja qual for a oração, Deus vê e nos dá a recompensa. Ele é nosso ABBA. O Deus e pai de nosso Senhor Jesus Cristo é o nosso Deus que ouve oração.
Se você não sabe o que fazer, de uma coisa você sabe: Sabe que deve cair de joelhos.
Se você não sabe como resolver, de uma coisa você sabe: Sabe que deve cair de joelhos.
Se o fardo está insuportável, de uma coisa você sabe: Sabe que deve cair de joelhos.
Porque o Deus e pai de nosso Senhor Jesus Cristo é o nosso ABBA, Deus que ouve nossas orações.
Seja Deus bondoso para conosco.

segunda-feira, maio 11, 2009

Edificando uma Casa Firme


Edificando uma Casa Firme
"E há de ser que, se ouvires tudo o que eu te mandar, e andares pelos meus caminhos, e fizeres o que é reto aos meus olhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa firme, como edifiquei a Davi, e te darei Israel." I Rs 11:38
Nós não estamos aqui para dizer que Davi foi o maior exemplo de pai ou de marido, porém a bíblia nos conta que apesar de seus erros, Davi era um homem com o coração segundo o coração de Deus, pois ele aprendeu com seus erros e viu que a conseqüência deles pode ser terrível, no livro de Salmos, por exemplo, podemos ver por várias vezes Davi se arrependendo dos seus erros e pedindo perdão a Deus. Esse texto mostra que apesar das turbulências familiares de Davi, Deus edificou uma casa firme em Davi, prova disso é que da geração de Davi virá o nosso Salvador. "Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã." Ap 22:16 .Deus vai mostrar nesse estudo que deu capacidade para as pessoas de escolher serem; arquitetos, engenheiros de Deus ou simples demolidores. É bom lembrarmos que Deus não escolhe os capacitados mais capacita seus escolhidos. Veja esse exemplo: Ex 35:30-35 Deus capacitou esses homens a fazerem todo tipo de obra, em todo artifício até capacidade de criar invenções. Veja outro exemplo: I Co 3:9-13 O nosso fundamento dessa construção ou seja a base é Jesus Cristo, é onde a construção começa, sem Jesus não há edificação, toda construção como acabamos de ler um dia vai ser provada, a construção que não tiver Jesus como base vai ruir com certeza. Vamos aprender a construir? Hoje Deus esta capacitando engenheiros e arquitetos Dele aqui!!! Jesus é o alicerce, o verbo de Deus, ou seja, temos que ouvir e praticar!!! Base ou Alicerce: Tudo começa na base, ou seja, no fundamento, Jesus é o nosso fundamento a nossa rocha, não existe outro fundamento. I Sm 2:2. Ter Jesus como fundamento é ouvir e praticar a sua palavra ao contrário, não adianta freqüentar a igreja e até ouvir a palavra mais não praticar, não adianta, pois a oração sem a prática, tudo desabará. Mt 7:24-27 Oração = Orar + Ação Deus é onisciente, onipotente, onipresente, seus olhos estão em todos os lugares, adianta orar e jejuar se andamos em trevas? Gn 18:20-21/I João 1:6-10 .Jesus disse: "Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa". Lc 6:49 .CONCLUSÃO: TER JESUS COMO ALICERCE, NÃO É DIZER SIMPLESMENTE TENHO JESUS E SIM OUVIR E PRATICAR A SUA PALAVRA!!!Como precisamos ouvir e praticar a palavra para edificar o nosso lar, nós vamos ouvir as dez coisas necessárias para se edificar a casa. Primeiro vamos aprender as três primeiras coisas que cabem ao arquiteto fazer e depois, aprenderemos as sete coisas que cabem ao engenheiro. ARQUITETO -Um arquiteto (ou arquitecto, segundo a grafia européia) é o profissional responsável pelo projeto, supervisão e execução de obras de arquitetura. VAMOS VER AS 3 PARTES QUE CABEM AO ARQUITETO FAZER: 1º Projetar - Sem projetos ou as coisas não acontecem, ou quando acontecem são mal feitas. Is 32:8 "Mas o nobre projeta coisas nobres e, pela nobreza, está em pé...Temos que determinar, sonhar, profetizar o que ainda não aconteceu. Jó 22:28 .Não podemos planejar só a nossa vontade, a vontade de Deus vem primeiro. Pv 16:1. 2º Supervisionar - Deus nos supervisiona 24 hs por dia porque somos seus projetos, obra sua. Pv 15:3. Devemos supervisionar nosso projetos, ou seja vigiar, assim como Deus. Mt 26:40-41. 3º Executar - A obra executada vale mais do que um desenho um projeto, em outras palavras o testemunho vale muito mais do que muitas palavras. Pv 24:27. Você homem, mulher de Deus terá valor, através das suas atitudes. Dt 28:1-13. Sigamos o exemplo de Cristo. Fp 2:1-11 .VAMOS VER AS COISAS QUE CABEM AO ENGENHEIRO ACOMPANHAR:Engenharia é a atividade em que os conhecimentos técnicos e a experiência prática são aplicados para exploração de recursos para o projeto e construção. O engenheiro além de construtor, ele é o detalhista da obra observando e calculando cada detalhe. Tg 1:4.As 7 coisas necessárias para se construir:1º coluna - Jesus é a coluna da igreja de Deus a principal pedra de esquina, pois só ele é capaz de suportar o peso da mesma, sem Jesus a igreja ruiria pois não agüentaria o peso. Ef 2:20 Nós somos a coluna espiritual da nossa casa, temos que com a ajuda de Jesus principal coluna, suportar o peso com jejum e oração.2º paredes - Nós temos que saber fazer separação das coisas da alma e das coisas do espírito. Hb 4:12 A palavra é a parede que separa a nossa vontade (alma) da vontade de Deus (espírito). Rm 8:16.3º muros - É o que protege a nossa casa de invasões do inimigo. Ez 42:20 O mundo não pode entrar na tua casa, a tua casa tem que ser mais uma habitação de Deus, o mundo tem que ficar pra fora. 1Jo 5:19. 4º porta - É o meio de entrada e saída de tudo. Ap 3:20 O que tem entrado na tua casa?5º telhado - é a proteção que esta acima de você (Deus), que te protege da tempestade, chuvas e ventos. Is 32:1-2 /Tg 1:17.6º acabamento - É o que vai dar a beleza à casa. Sl 96:9 / Hb 12:14.7º Cuidado contínuo - O engenheiro espiritual é um reparador de brechas. I Tm 5:8 /Is 58:9-12.
Que Deus abençoe o seu lar e te edifique uma casa firme!

segunda-feira, outubro 06, 2008

ODRES NOVOS PARA VINHO NOVO

ODRES NOVOS PARA O VINHO NOVO
E ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se fizer isso, o vinho novo
romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão.
Mas o VINHO NOVO deve ser colocado em ODRES NOVOS, e ambos juntamentese
conservam. E ninguém, tendo bebido o VINHO VELHO, prefere o novo,
pois diz: O velho é melhor.
Lucas 5. 37- 39
Esta belíssima e confrontadora ilustração
produzida por Jesus nos é dada para expor as dificuldades de
entendimento espiritual e conseqüente resistência, no meio de
Seu povo, às Suas intervenções para trazer as reformas, a
restauração e as transformações necessárias no processo
histórico da execução dos Seus planos e propósitos eternos,
relativos à Sua revelação à humanidade, em cada geração, e à
preparação da Noiva do Cordeiro e das Bodas (veja I Pedro 2.
9 - 10; Apocalipse 19. 1–9 e 22. 16–17).
Deus levanta, para cada época e geração
específica, uma “expressão” do Seu povo, com líderes
profetas-apóstolos para Ele executar os Seus propósitos
correspondentes àquele tempo da História.
Na execução do Seu sapientíssimo e precioso
plano, na TRANSIÇÃO de uma etapa a outra,
invariavelmente há algo novo, mesmo que esteja
interligado com a anterior. É assim que Deus opera. Este
é o método que Ele escolheu para nos dar a Sua revelação
escrita – a Bíblia: de forma progressiva e gradativa. Por
isso, no processo, de uma etapa para outra ou de uma
geração para outra, Ele substitui algo, ou acrescenta novos
elementos ao já existente ou, ainda, revela e traz algo
completamente novo.
É este contexto que faz com que a Sua
Palavra em Isaías 43. 18, 19 continue viva e atual, e o será até
à consumação de todas as coisas. Ele diz: “NÃO VOS
LEMBREIS DAS COISAS PASSADAS, NEM CONSIDEREIS
AS ANTIGAS. Vede, EU FAÇO UMA COISA NOVA, que está
saindo à luz; não a percebeis? Porei um caminho no deserto, e
rio no ermo.”
Mas o que acontece conosco? Deus, por pura graça
e misericórdia, dispõe-Se a usar-nos como cooperadores
dEle em determinada etapa ou tempo da Sua operação.
Geralmente quando Ele conclui uma etapa específica,
muitos dos Seus cooperadores desprezam o discernimento
profético correspondente e, enchendo-se de soberba,
constituem-se a si mesmos “autoridades” e reinterpretam
o que Deus revelou por não terem avançado com o MOVER
DA NUVEM (ler Êxodo 40. 36–38), passando a rejeitar e
resistir o “Novo” de Deus, o “VINHO NOVO”, tornando-se
“ODRES VELHOS”, adversários de Deus e, na maioria das
vezes, perseguidores dos que prosseguem sintonizados
com a “nuvem”, com o “vinho novo” do Espírito Santo (cf.
Mateus 5. 11 e 12).
Como se sabe, na Bíblia, o vinho fala da presença do
próprio Deus. É um dos símbolos do Espírito Santo, manifestando
a “presença presente” de Deus, operando, capacitando,
renovando, ungindo, executando, plantando e manifestando a
presença, identidade, caráter, poder e autoridade de Jesus em
Seus discípulos e na Sua Igreja. (leia Efésios 5. 18 – 21; Atos 2.
4 – 11; 4. 8, 31; 7. 54 e 60, entre outros).
A RELAÇÃO ENTRE VINHO E ODRES
No oportuno e profético livro de John Bevere, “VITÓRIA
NO DESERTO: Uma experiência com Deus em tempo de
prova” (todos os seus livros são estratégicos e felizmente já
temos vários em português pela Editora Atos), página 130,
encontramos esta clara descrição:
Só entendemos a questão dos odres conhecendo
como eles eram usados nos dias de Jesus. Os odres
eram bolsas ou garrafas feitas de couro de ovelha.
Quando o vinho neles era colocado pela primeira
vez, o odre era flexível e maleável. O couro esticava
facilmente, sem qualquer resistência. Com o
passar do tempo, o clima contribuía para
absorver toda umidade do odre, deixando-o
rígido e quebradiço. Depois de esvaziado do vinho
velho, e na hora de ser reaproveitado com novo
vinho, o couro, agora rígido e quebradiço, não
agüentava o volume do novo vinho nem suportava
o processo de fermentação, rompendo-se com
facilidade. Como torná-lo útil outra vez? O odre
era deixado de molho na água durante vários dias,
e depois escovado com óleo de oliva. Isto o tornava
flexível e maleável outra vez. (Negrito acrescentado
pelo editor)
O princípio e a relação entre o vinho/bebida e os
odres com o vinho/operação, manifestação do Espírito
Santo, executando os planos e propósitos de Deus, são:
vinho novo em odres novos; vinho velho em odres
velhos. Vinho novo em odres velhos estouram os odres, e
o vinho escoa. Vinho velho em odres novos, nem se deve
cogitar. É um desastre.
Contudo, qualquer ODRE VELHO pode ser
restaurado, renovado, reconstruído e tornar-se tal
como o novo e ser usado para receber novamente o
VINHO NOVO e distribuí-lo. Porém, o VINHO VELHO,
por mais saboroso que tenha se tornado, não pode ser
reconstituído e transformar-se em novo — ele ficará cada
vez mais velho e mais distante do novo, das novas safras.
Como transformar um odre velho em um odre
novo e torná-lo útil novamente? É como descreve John
Bevere: “O odre era deixado de molho na água durante
vários dias, e depois escovado com óleo de oliva. Isto o
tornava flexível e maleável outra vez”.
O VINHO NOVO QUE DEUS
ESTÁ DERRAMADO NESTA HORA
O tema geral desta II Clínica Bíblico-Profética,
como se vê: “Odres Novos Para a Grande Colheita” é
porque estamos vivendo uma etapa de transição e
de estratégias, no programa de Deus, neste tempo.
Por isso, Ele está restaurando e/ou trazendo à luz, para a
experiência da Sua Igreja, conteúdos extraordinários e
“inacreditáveis” da Sua revelação escrita. Cremos que
estamos na etapa final de preparação do cenário
internacional para o cumprimento final do Apocalipse e
do desfecho da História tal e como está escrito. Aleluia!
A expectativa da “Igreja profética e sintonizada”,
nestes anos recentes, é de que a Igreja, nesta penúltima
etapa do programa de Deus, conhecerá, vivenciará,
experimentará o conteúdo da revelação bíblica em um
nível que nenhuma outra geração conheceu, pois estamos
cada vez mais próximos da chegada do “que é perfeito”,
como está em I Coríntios 13. 10–13. A qualidade e a
intensidade do que esta geração conhecerá e viverá do
conteúdo da revelação bíblica serão de nível tal que as
gerações passadas nem imaginaram ser a realidade bíblica,
a qual culminará com um mover do Espírito Santo gerando
convicção de pecados nos crentes e em não crentes,
numa dimensão tamanha que produzirá, em poucos dias,
a maior colheita de pessoas para o Reino de Deus em
todas as etapas da História.
Das minhas observações e batalhas pela Igreja
em meu país, tenho identificado que os frutos deste mover
de Deus, restaurando todas as coisas, apresentam-se com
a seguinte perspectiva:
a) À luz do amplo conteúdo do “vinho novo”, não
vejo nenhuma congregação que já possa ser classificada
como ODRE NOVO, de fato, e de certa forma é até bom
que seja assim. Contudo, há milhares de crentes e
centenas de congregações que verdadeiramente estão
na transição de odres velhos para odres novos, recebendo
com alegria, maturidade, e até perseguição, o precioso
vinho novo do Espírito de Deus para este tempo;
b) Por outro lado, há milhares de congregações e
crentes que estão apenas numa imitação do VINHO
NOVO; provaram alguma coisa superficial, mudaram
algumas formas dos seus “odres”, passaram algum verniz
neles, mas o conteúdo continua o mesmo — é o vinho
velho tentando apresentar-se como novo. É curioso como
tantos que estão nesta condição se iludem de que são o
vinho novo, mas os seus motivos e corações serão expostos
no processo. Cremos que muitos destes, em algum
momento, ainda entrarão no “verdadeiro”;
c) Outras centenas de congregações, ou milhares
talvez, que se aproximaram do “vinho novo’, através dos
seus líderes, chegaram a prová-lo, mas recuaram,
negaram a fé do que haviam experimentado. Sabem que
este “vinho” é verdadeiro, mas desistiram pelo medo de
perderem privilégios, de serem perseguidas e pressionadas
por seu segmento denominacional evangélico e de
sofrerem implicações financeiras, inclusive, a perda da
própria estabilidade econômica do líder, vindo este a ficar
sem igreja em suas denominações;
d) Outro segmento está observando “tudo” e
esperando ver no que vai dar “tudo isso” para, depois que
outros já tiverem pagado o alto preço, avaliarem se
compensa entrar dali para frente. Quem sabe?
e) Também, há um não pequeno percentual de
crentes que experimentaram o novo, porém, por razões
diversas, não prosseguiram, mas não conseguem retornar
ao estado no qual se achavam antes. Além disso, não se
ajustam em nenhuma congregação. Estão “entalados”
entre o velho e o novo;
f) Finalmente, estão os crentes e igrejas
literalmente ODRES VELHOS. O número não é pequeno.
São igrejas/crentes cuja bandeira principal — de fato a
mensagem central da fé deles — são as suas tradições,
denominações, herança histórica, etc. São os
representantes das “coisas passadas” que em algum
tempo já fizeram parte do projeto de Deus, mas agora
são odres velhos e continuarão assim até o fim.
A GRANDE COLHEITA NECESSITA
DE ODRES NOVOS
Não há dúvida de que, em nossa realidade
brasileira hoje, o que mais atrapalha a conversão genuína
de pessoas é o contato ou convívio delas com crentes e
congregações odres velhos.
O conceito e a visão do evangelho que recebem
são totalmente equivocados. Por mais que se fale de fé e
de Jesus, o evangelho deles é apenas uma “religião” em
torno deles mesmos. São evangélicos “culturais”, que não
conhecem o Deus vivo, nem o poder de Dele. Para os tais
“ouvir o que o Espírito diz às Igrejas” é piada.
Nos anos que já estão chegando, à medida que o
ANTICRISTO for se manifestando, em sua etapa final, o
primeiro instrumento que ele usará para perseguir o povo
de Deus serão as igrejas/crentes ODRES VELHOS os quais
perseguirão os odres novos. Abra, por favor, Mateus 10.
21, 22; 36 e 24. 9-13.
Para a colheita que está por vir, necessitamos de
igrejas e crentes odres novos por todos os lados; porque,
se os que irão se convertendo forem encaminhados ou
atraídos para igrejas-odres velhos, em poucos dias, serão
desencaminhados do Reino de Cristo, da colheita da última
hora, do discipulado, de uma vida totalmente rendida e
comprometida com Jesus para o evangelho que essas
instituições representam: tradição humana e cultura
evangélica.
Este é um dos tempos mais fascinantes da História.
São os “tempos da restauração de tudo” anunciados
em Atos 3.19–21. Porém, somente os que forem sendo
transformados em ODRES NOVOS discernem o que está
acontecendo, deleitam-se no Senhor e na experiência com
a Sua Palavra enquanto são os cooperadores de Deus
mais humildes e sensíveis de todos os tempos.
Em que estágio você está neste exato momento?
É um odre novo em transformação ou um odre velho?
Não esqueça, Deus pode e quer transformar qualquer odre
velho em novo. Você quer?
Pr. Silas Quirino de Carvalho